# ECONOMIA


Economia Egípcia

Situado no nordeste do continente Africano, o Egito é rodeado pelo altamente fértil vale do Nilo, onde ocorre a maior parte da atividade econômica. Nos últimos 30 anos, o governo reformou a economia altamente centralizada que herdou do Presidente Gamel Abdel NASSER. Em 2005, o Primeiro-ministro do governo Ahmed Nassif, reduziu as taxas pessoais e corporativas de imposto, reduziu subsídios energéticos, e privatizou várias empresas. O PIB cresceu cerca de 5% ao ano em 2005-06, superando a taxa de 7% em 2007. Apesar dessas conquistas, o governo não foi capaz de elevar a média dos padrões de vida dos egípcios e teve de continuar a fornecer subsídios para as necessidades básicas. Os subsídios têm contribuído para um déficit orçamental significativo - cerca de 7,5% do PIB em 2007, que representa um dano expressivo na economia. O investimento estrangeiro direto tem aumentado significativamente nos últimos dois anos. Os setores da exportação do Egito - especialmente o gás natural - têm boas perspectivas. 
O Egito tem quatro principais fontes econômicas, em primeiro lugar vem o Turismo, que tem como atrações as pirâmides , e o litoral do Mar Mediterrâneo. Em segundo lugar vem a extração e a exportação de petróleo, que gera emprego e lucros para o governo. Em seguida vem os impostos e as taxas alfandegárias que são cobradas sobre os navios que passam pelo canal de Suez, e em último vêm as ajudas que são arremetidas por egípcios que vão para outros países e mandam dinheiro para suas famílias. No tempo antigo, a economia do Egito era à base de trocas.
Produtos Agrícolas: algodão em pluma, arroz, trigo, cana-de-açúcar, milho, tomate.
Pecuária: búfalos, ovinos, caprinos, aves
Mineração: petróleo, gás natural, manganês, sal de fosfato, minério de ferro, urânio, carvão.
Indústria: alimentícia, refino de petróleo, têxtil.


Turismo
O turismo, atualmente, é a principal atividade econômica do Egito, rendendo nada menos que US$ 4 bilhões por ano, cerca de 11% do produto interno do país. Suas atrações são variadas, passando de lindas praias com excelentes resorts até grandes monumentos em meio à areia do deserto. Obviamente, o início de tudo é o Cairo, capital do país, localizada às margens do Nilo e considerada a maior cidade do Oriente Médio e da África. E é nesse imenso museu ao ar livre que estão as pirâmides de Gizé (a única das sete maravilhas do mundo que resistiu ao tempo) e uma imponente esfinge que guarda este sítio impressionante. A maior delas, Queóps, foi construída ao longo de 20 anos por mais de cem mil escravos e tem uma precisão de intrigar até os mais renomados arquitetos de nossos tempos. Cada um dos seus lados está alinhado com os pontos cardeais e entre os 230 metros de uma ponta a outra, existe um desnível inferior a dois centímetros. Com 160 metros de altura, é a mais alta das 80 pirâmides egípcias e foi, durante 43 séculos, a maior estrutura sobre a Terra, tendo sido superada apenas em 1889, com a construção da Torre Eiffel. Os faraós Quéfren e Miquerinos construíram as suas, mas a Grande Pirâmide é, sem dúvida, o grande mistério do Egito, entre outras coisas por suas câmaras e passagens secretas. A de Quéfren é muito conhecida por ter uma guardiã dedicada, silenciosa e misteriosa: a Grande Esfinge.
Outra atividade imperdível para quem chega à cidade é freqüentar os inúmeros mercados egípcios, onde a pechincha é a chave de entrada para um mundo deslumbrante em que estão à venda especiarias, perfumes, peças de ouro e prata, tapetes e trabalhos em cobre, couro, vidro e cerâmica. O mais famoso mercado é o Khan el-Khalili, totalmente preservado desde o século 14. Junto a alguns desses mercados, há o tradicional mercado de camelos, em que o turista não precisa comprar um, mas poderá embarcar em passeios pra lá de maravilhosos. A vida noturna também é das mais agitadas, com excelentes restaurantes, bares, teatros e discotecas.

Culinária
A culinária do Egito é rica e bastante similar ao resto do oriente médio. Em pequenos restaurantes ou em outros mais sofisticados, experimente a Kafta, Kebab, Tahina, saladas com berinjela, rolinhos com folhas de parreira, tomates recheados, lentilhas e sopas. È importante atentar para beber somente água mineral, por um motivo que nós os brasileiros estamos cansados de saber. Experimente um cruzeiro-jantar pelas águas do rio Nilo ao entardecer, é uma experiência deslumbrante.
SHAWARMA é um popular lanche rápido, e é encontrado principalmente nos mercados abertos e nas feiras. É carne de cordeiro cortada em fatias bem finas, junto com salada e tahina, enrolados no pão sírio.

Relação entre Brasil e Egito
No plano comercial, o Egito é importante parceiro do Brasil e um dos maiores importadores africanos de bens e serviços brasileiros, havendo ainda espaço para o crescimento do intercâmbio. De 2003 para 2004, as exportações brasileiras aumentaram de 35%, passando de 462 para 623 milhões de dólares, ao passo que as importações registraram ligeiro recuo de US$ 34,6 para US$ 33,4 milhões. Os principais produtos brasileiros exportados são açúcar de cana, minério de ferro, óleo e farelo de soja, tabaco e papel. Os principais produtos importados do Egito são algodão, tapetes e revestimentos. O Brasil teve destacada participação na 37ª Feira Internacional do Cairo, em março de 2004.

Vale ainda ressaltar a visita àquela capital do Ministro de Estado das Relações Exteriores, em maio de 2004, à frente de importante delegação, oportunidade essa em que se renovou o interesse de ambos os Governos pela consolidação da cooperação econômica bilateral e pela contínua promoção do intercâmbio e dos investimentos.

 

Egito Quadruplica Exportação Ao Brasil

Segundo o embaixador Cesário Melantonio, o desempenho contribuiu para reduzir o déficit do país árabe na balança em 2008. O número de turistas brasileiros no Egito aumentou três vezes.
As exportações do Egito ao Brasil quadruplicaram em 2008, contribuindo para reduzir o déficit histórico que o país árabe tem na balança comercial bilateral. A informação foi dada ontem (06) à ANBA pelo embaixador brasileiro no Cairo, Cesário Melantonio Neto, durante visita à sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo.
“As exportações brasileiras continuaram a crescer, mas é motivo de alegria ver que as exportações egípcias quadruplicaram, reduzindo o déficit”, disse o diplomata. Ele ressaltou que a corrente de comércio entre os dois países, que é a soma das exportações e importações, ultrapassou os US$ 1,6 bilhão no ano passado, ante US$ 1,3 bilhão em 2007.
Até novembro, as vendas egípcias ao Brasil estavam em US$ 203 milhões, um aumento de 309,51% sobre o mesmo período de 2007. Os produtos que mais contribuíram para o crescimento foram os superfosfatos e o fosfato de cálcio, insumos utilizados na indústria de fertilizantes.
O Brasil importou também quantidades significativas de outros químicos usados nas lavouras, além de nafta para a indústria petroquímica, matérias-primas para o ramo de tintas e algodão.
Na outra mão, as exportações brasileiras ao Egito renderam US$ 1,26 bilhão até novembro, um aumento de 11,32% sobre o mesmo período de 2007. As principais mercadorias embarcadas foram açúcar, minério de ferro, carne bovina, alumina calcinada, chassis para ônibus, fumo, óleo de soja, frangos, motocompressores e papel kraft.
Para Melantonio, a visita ao Brasil do ministro da Indústria e Comércio do Egito, Rachid Mohamed Rachid, ocorrida em agosto, teve influência fundamental na ampliação das relações comerciais. Depois dele, ainda estiveram no país os ministros das Finanças, Youssef Boutros Ghali, e do Petróleo, Sameh Fahmi.
“A imagem do Brasil no Egito é tão positiva que três ministros de peso visitaram o país em cinco meses, o que denota uma mudança qualitativa nos interesses”, afirmou o embaixador.
Segundo ele, a ampliação das relações vai continuar em 2009. “Apesar da crise internacional, os dois países têm sistemas financeiros saudáveis e boas taxas de crescimento em comparação com outros”, declarou.

 

 

Acordo cobre 95% do comércio Brasil-Egito

A informação é do embaixador Evandro Didonet, principal negociador brasileiro, que participou do processo que culminou com a assinatura do tratado de livre comércio entre o Mercosul e o país árabe.
São Paulo – O acordo de livre comércio assinado pelo Mercosul e o Egito contempla 95% do comércio entre o Brasil e o país árabe, segundo informações do chefe do Departamento de Negociações Internacionais (DNI) do Itamaraty, embaixador Evandro Didonet, que está em San Juan, na Argentina, onde participou da última reunião de negociação do tratado e onde ocorre o encontro de cúpula do bloco sul-americano.
"O acordo contempla virtualmente todo o comércio do Brasil com o Egito", disse o diplomata por telefone à ANBA. "As exceções são poucas", acrescentou, citando como exemplo produtos como tabaco e vinhos, que o Egito não inclui em tratados de comércio.
Didonet destacou que a conclusão do texto tem especial importância pelo fato de ser o primeiro do gênero a ser fechado com um país árabe e de ter sido assinado justamente com o Egito, país mais populoso do mundo árabe e que tem especial importância histórica, política e econômica na região.
É o segundo tratado de livre comércio firmado pelo Mercosul e um país de fora da América Latina. O primeiro foi com Israel. O bloco sul-americano tem também acordos comerciais com os países da África Austral e com a Índia, mas eles são de preferências tarifárias fixas, ou seja, contemplam um universo menor de produtos.
O embaixador declarou que se chegou a um "equilíbrio satisfatório" nas questões que ainda estavam pendentes antes da última reunião de negociação, realizada no final de semana, como a inclusão de itens como frango, café solúvel e alguns tipos de papel nas cestas de desgravação tarifária oferecidas pelo Egito.
No caso do frango, por exemplo, ele disse que foi incluída "a linha [de produtos] de maior valor" nas exportações brasileiras do setor. As cestas de desgravação entram em vigor nos prazos de zero, quatro, oito e dez anos e atingem 97% das linhas tarifárias existentes no comércio bilateral, além dos 95% do valor da balança. As desgravações que vão ocorrer em até quatro anos incluem 46% das linhas tarifárias.
As exportações do Brasil ao Egito somaram US$ 732,5 milhões no primeiro semestre, praticamente o mesmo valor registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O Egito é o terceiro maior mercado para os produtos brasileiros no mundo árabe e o primeiro na África. Os principais itens embarcados nos primeiros seis meses de 2010 foram carne bovina, açúcar, minério de ferro, frangos, fumo, alumina calcinada, chassis para ônibus, óleo de soja, motores diesel e carne industrializada.
De acordo com informações o Itamaraty, dos 25 principais produtos exportados do Brasil ao Egito, 22 terão tarifa zero ao final do período de desgravação, ou seja, em 10 anos. No ano passado, os embarques de tais itens rendeu US$ 1,3 bilhão. Só para dar uma idéia, as vendas brasileiras totais ao país árabe somaram US$ 1,4 bilhão em 2009.
Na outra mão, as vendas do Egito ao Brasil somaram US$ 57,7 milhões no primeiro semestre, um aumento de 101% em comparação com o mesmo período de 2009. Os principais itens comercializados foram uréia, negros de carbono, couros, ceras, algodão, cimento, aparelhos de barbear e petroquímicos.






Fontes:
http://www.arabesq.com.br/egito/tourism/tabid/106/Default.aspx
http://comexgui.wordpress.com/2009/01/09/egito-quadruplica-exportacao-ao-brasil/